(Tanin no Kao)
Direção de Hiroshi Teshigahara, 1966.
Elenco: Tatsuya Nakadai, Eiji Okada, Eiko Muramatsu, Machiko Kyo, Etsuko Ichihara
Bela ficção do cinema japonês, do realizador da então nouvelle-vague de lá e do inesquecível
"A Mulher da Areia". Seu protagonista é o excelente Tatsuya Nakadai, descoberto por Akira
Kurosawa ("Yojimbo", "Sanjuro") e orientado por este a substituir Toshiro Mifune quando da
sentida separação de ambos após "O Barba-Ruiva" (1965), destacando-se em "Kagemusha"
e "Ran". Vítima de um acidente que o desfigurou. Nakadai procura um jovem psiquiatra (Eiji
Okada) que agora se dedica a minimizar os traumas de seus pacientes com enxertos sintéticos
de membros danificados. Mas o caso de Nakadai é mais delicado - ele precisa de um rosto,
para reconquistar a mulher (Machiko Kyo, de "Rashomon") e sua sólida posição social. Uma vez
tentada com êxito uma máscara perfeita e usada com cuidado, a incomodidade de sua
preservação e as angústias do paciente quanto à sua identidade o conduzem a uma nova e mais
de membros danificados. Mas o caso de Nakadai é mais delicado - ele precisa de um rosto,
para reconquistar a mulher (Machiko Kyo, de "Rashomon") e sua sólida posição social. Uma vez
tentada com êxito uma máscara perfeita e usada com cuidado, a incomodidade de sua
preservação e as angústias do paciente quanto à sua identidade o conduzem a uma nova e mais
séria crise.
Muitos se lembram de filmes como o americano "O Segundo Rosto" (também de 1966), de John
Frankenheimer, ou mesmo do notável grand guignol francês "Os Olhos Sem Rosto" (1960), de
Georges Franju, para discutir o tema da individualidade que Teshigahara coloca com inteligência,
domínio cinematográfico e muita propriedade autoral. Dá margem, inclusive, para o ingresso de
outros personagens - a esposa ardilosamente seduzida com a utilização da máscara, o casal de
irmãos que cede ao impulso incestuoso - sem perder o prumo.
Muitos se lembram de filmes como o americano "O Segundo Rosto" (também de 1966), de John
Frankenheimer, ou mesmo do notável grand guignol francês "Os Olhos Sem Rosto" (1960), de
Georges Franju, para discutir o tema da individualidade que Teshigahara coloca com inteligência,
domínio cinematográfico e muita propriedade autoral. Dá margem, inclusive, para o ingresso de
outros personagens - a esposa ardilosamente seduzida com a utilização da máscara, o casal de
irmãos que cede ao impulso incestuoso - sem perder o prumo.






